segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Resenha: O Nome em Seu Pulso

Um livro para se refletir...
o nome em seu pulso, livro

Sempre me interessei por histórias que tratassem de um mundo distópico, já vi vários filmes e li vários livros sobre essa perspectiva. Em todos eles o responsável por todo um futuro opressivo, autoritário e carente (de bens materiais e emocionalmente) é o próprio ser humano, e neste livro não foi diferente.
A humanidade chega a um estado incontrolável, onde o planeta sofre com uma superpopulação e os recursos ambientais se esgotam, sendo necessárias intervenções governamentais de forma mais agressiva, reformando todo o sistema político, social e econômico existente. Tais reformas envolvem o controle populacional (são permitidos apenas dois filhos por casal), o controle educacional (a escola e os superiores escolhem as futuras profissões dos alunos, dependendo da demanda de cada área e da necessidade de cada região), habitacional (todas as casas apresentam uma mesma arquitetura e mesma área) e de cultivo (cada família deve ter um jardim, vistoriado pelo Estado, no qual devem ser cultivados quantidades mínimas de verduras e vegetais).
Nesse "Novo Mundo" cada indivíduo apresenta gravado em seu pulso o nome da sua alma gêmea, a pessoa com quem você deve se casar e constituir uma família. Aqueles que encontram o seu par perfeito são mais felizes, apresentam menor taxa de divórcio e um relacionamento duradouro. O Funcionamento de toda a sociedade se baseava na Busca pelo par ideal, que era levado muito a sério. Todos possuíam uma pulseira para esconder o nome no pulso, o qual não era revelado a ninguém, apenas para a pessoa amada.
Nesse cenário todo temos Corin, a personagem principal, a qual decide agir contra o sistema.
A narrativa ocorre em primeira pessoa, contribuindo para a fluidez do livro. Uma história interessante, com um final interessante, embora eu ache que o cenário não foi muito bem construído e um leitor menos atento pode acabar se perdendo em algumas partes. Como toda leitura, só tem a acrescentar. Embora com uma escrita "pobre", a crítica contida na história é bem forte.

Recomendo para ler em um domingo chuvoso, com uma xícara de chocolate quente do lado.


Um comentário:

Flá Costa * disse...

Nunca ouvi falar nesse livro e não sou muito chegada em distopia, apesar de ser fã de Divergente e Jogos Vorazes (vai entender!), mas sua 'resenha' me despertou interesse. Quem sabe na lista de 2016??

Beijinhos