quinta-feira, 28 de maio de 2015

Sobre como a vida dá voltas

         A gente realmente acha que certas coisas acontecem de uma hora pra outra. Num determinado momento está tudo bem, no outro, o mundo vira do avesso. Azar, Lei de Murphy, revés, contratempo, pode chamar do que quiser. A verdade é que a gente sabe, no fundo a gente bem sabe que não é bem assim.
         Tem certas coisas que fogem do nosso controle, como um acidente no trânsito, ônibus atrasado, um imprevisto de família. Mas outras, a maioria delas, a gente sente que está mudando. Um término de namoro nunca vem de repente, a gente pressente que algo não está certo. Uma demissão não ocorre do nada, a gente tem consciência  de um vacilo que deu, uma coisa que deixou de fazer. Na maioria das vezes o problema e a complicação está bem debaixo do nosso nariz, só que a gente não quer ver. Ninguém quer admitir pra si mesmo que tem mais um peso pra carregar.
         No meu primeiro namoro e nos meus rolinhos, eu sempre sentia a hora que a coisa tava acabando... tanto to meu lado quanto do dele, mas não gostava de admitir pra mim mesma, porque era muito mais cômodo levar a situação até onde dava do que terminar tudo de vez e ser feliz.
         Todo isso me leva ao ponto: Comodidade. O que eu tive de amiga infeliz no relacionamento, porque já fazia anos que estava com o namorado e tinha medo de ficar sozinha ou de nunca mais encontrar alguém bom na vida. Era cômodo levar um relacionamento ruim, ao invés de terminar, sofrer, sofrer de novo, se recuperar, sair e conhecer um cara legal. Preguiça da vida de solteiro, receio de beijar uma nova boca, pegar numa mão que encaixa diferente, ficar com cafajestes... Tudo isso faz parte da vida e do amadurecimento.
         A gente não pode (não deve!) deixar de fazer as coisas por medo nem usar o medo como desculpa; "A vida é feita de riscos". Vamos mergulhar juntos no que pode ser uma nova enrascada ou uma grande aventura.


           Uma breve observação: tudo que vai volta. Quem fala mal paga com a língua!




Um comentário:

Flá Costa * disse...

Querida, você me roubou um sorriso enorme e uma grande felicidade no coração. Saber que alguém ainda visita aquele canto empoeirado (há tanto tempo) fez meu dia melhor. Acredite!
Adoraria saber mais sobre você e trocar figurinhas de verdade. Vivo dizendo que quem me lê me conhece melhor que ninguém!
Quanto ao seu post, o ideal é não se perder. Não importa se o relacionamento vai embora, é o que a gente consegue manter de nós que fica. E quanto ao mergulho... ah, ele é sempre a melhor parte!

=*