quarta-feira, 13 de maio de 2015

Quando eu morrer...

         ... Não quero que ninguém me santifique. Não quero que ninguém se lembre somente das coisas boas que fiz, do quanto fui boa amiga, boa filha, boa neta, boa companheira. Não quero ninguém lotando minha página do Facebook com recados de "Você foi uma pessoa maravilhosa", "Agora ela está com Deus", nem nada parecido.
         Não quero choros de arrependimento, muito menos lágrimas de crocodilo de quem nunca levantou um dedo do pé por mim.
         Quero que lembrem sim, das coisas boas que fiz. Mas também quero que se lembrem das vezes que fui uma péssima filha, uma amiga negligente, uma pessoa indiferente. Quero que se lembrem do meu egoísmo, do meu sarcasmo, de tudo que fiz de ruim. Porque aí eu vou ter sido uma pessoa de verdade. Não vou ter sido apenas mais alguém que "partiu desta pra melhor". Vou ter sido uma pessoa que viveu, riu, chorou, se arrependeu, aprendeu, ouviu, cresceu, se fez ouvir. E, acima de tudo, amou aqueles que a cercam da forma mais verdadeira que ela podia.
 

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