sábado, 4 de junho de 2011

Primeira Carta


Estou escrevendo isso logo depois de termos desligado o telefone. Dessa vez nao houve "eu te amo" ou um "boa noite" prologando. Foram só palavras secas e inexpressivas. Ah, você não tem noção do quanto isso doeu em mim. Pode ter sido pelo fato de eu ter tido um dia ruim, ou pelo stress das provas ou pela falta “de você” que eu tenho, não sei, mas machucou.
E eu não estou escrevendo isso pra gente brigar, ou ter outra discussão que não vai chegar a lugar algum, pois o motivo é sempre o mesmo: o tempo, ou a falta dele. O tempo que nos impede de ficar junto, o tempo que não deixa a gente mostrar o quanto gostamos um do outro, o tempo que faz a gente brigar, o Tempo, o Tempo, o Tempo... sempre Ele.
Mesmo que você ache que não, eu entendo o seu lado, eu talvez ate entenda como você se sente; mas devo me sentir culpada por querer passar um Tempo com você? Devo pedir permissão a Ele? Que Ele pare indeterminadamente, se possível? Essa semana não foi boa pra ninguém, e outras semanas assim virão, talvez ate piores, mas teremos momentos que compensarão todos esses dias ruins, todas as nossaS irritações e chateações.
Não sei o que se passa na sua cabeça, não sei o que você pensa ou o que sente. Eu só sei o que eu penso, sinto e vejo. E eu vejo que você precisa relaxar, vejo que você precisa desacelerar, vejo que você precisa de um tempo só seu, fazendo o que realmente gosta. Pedir a Ele? Quem dera funcionasse, não?
Eu gostaria muito de ser e fazer tudo o que você precisa, mas eu também tenho os meus problemas pra resolver. Eu não quero que pense que eu quero muito de você, porque não é verdade... eu só quero o básico, o simples: eu só quero você comigo...

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